COMUNIDADES DE VIDA E ORAÇÃO - Vigiai, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor (Mateus 24,42)
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07/02/2012
LEGALIZAR O ABORTO?
A quem interessa?
 

Senhor Redator             (leitor@jornalopopular.com.br)

Há algum tempo venho acompanhando como no jornal O POPULAR vêm proliferando artigos defendendo a liberação do aborto. O que me deixou particularmente assustado, porém, foi o editorial de 29 de maio, sob o título “O aborto e a vida”, em que a Redação, em nome da vida (?) pleiteava a legalização do assassinato intra-uterino.

Não tenho o direito de permanecer calado, uma vez que as crianças vítimas de tal crime morrem sem poder gritar. Primeiramente gostaria de comentar uma frase extraída do editorial: é “elevado, inadmissível e absurdo o número de óbitos de mulheres brasileiras, por decorrência de complicações de aborto” (sic).

Suponhamos, por ora, que isso fosse verdade. Que os necrotérios estivessem abarrotados de cadáveres de mulheres que morreram em virtude de abortos “mal feitos”. A solução (óbvia) para tal mortandade seria evitar o aborto. Seria preciso valorizar a maternidade e a vida intra-uterina, dar acompanhamento material e espiritual às gestantes em situação de crise, e aumentar a perseguição policial aos aborteiros. Seria ainda preciso dar uma tutela penal efetiva ao nascituro, que hoje parece valer menos do que um ovo de tartaruga marinha ou do um filhote de mico-leão.

Legalizar o aborto para evitar a morte das gestantes por abortos “mal feitos” é um absurdo maior do que legalizar o roubo para evitar a morte de ladrões em roubos “mal feitos” ou legalizar o seqüestro a fim de evitar a morte de seqüestradores em seqüestros “mal feitos”.

No entanto, a Redação do jornal mostrou-se, além de tudo, pessimamente informada. O número anual de mortes maternas em gravidez que terminou em aborto nunca passou de 200. Seu ponto máximo foi 163 mortes, em 1997. Em 2001, 148 mortes, em 2002, 115 mortes, em 2003, 152 mortes, em 2004, 156 mortes. Com um detalhe importante: essa cifra engloba não só a morte materna devida a abortos provocados, mas também gravidez ectópica, mola hidatiforme, outros produtos anormais da concepção, aborto espontâneo, aborto não especificado, outros tipos de aborto e falhas na tentativa de aborto. Com uma gama tão abrangente, a cifra não chega a duas centenas, para tristeza dos abortistas. Note-se bem: esses dados disponíveis a qualquer internauta que visitar a página do Departamento de Informação e Informática do SUS - DATASUS.

No entanto, também esse número tão pequeno pode (e deve) ser reduzido a zero. O caminho é combater o aborto, e não liberá-lo.

A quem interessa o aborto, cuja para cuja legalização se inventam tantos números, se fabricam tantas fraudes, se usam de tantos sofismas e se gasta tanto dinheiro nos meios de comunicação social? Interessa às organizações internacionais que desejam impor o controle demográfico (e político) sobre o Terceiro Mundo, Entre elas avulta a Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) – apelidada de “a multinacional da morte” – com suas filiais em 180 países, inclusive no Brasil.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis






 
 
 

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