COMUNIDADES DE VIDA E ORAÇÃO - Vigiai, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor (Mateus 24,42)
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09/01/2012
O MURO QUE NOS SEPARA
É imprescindível destroçar o reino do pecado
 

« Somente na adoração (eucarística) pode amadurecer um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros ». (Bento XVI: "o Sacramento do Amor" 66)

É imprescindível "destroçar o reino do pecado, restabelecer a aliança com Deus e abater assim o muro de separação, (Cf. Ef 2, 14-16) que o pecado tinha erguido entre os homens. (João Paulo II, "Reconc. e Penitência" 8)

De nada serve estarmos unidos exteriormente, se, no interior, estamos divididos. Com efeito, "o pecado mais secreto o mais estritamente individual, (não diz respeito) exclusivamente aquele que o comete. Todo o pecado se repercute, com maior ou menor veemência, com maior ou menor dano, em toda a estrutura eclesial e em toda a família humana" (idem 16).

Portanto, para sermos "um só coração e uma só alma (At 4,32)", numa "amizade não fingida", (Rm 12,9) o primeiro passo é o arrependimento dos nossos pecados; o segundo é o sacramento da confissão. Mas o terceiro passo é em toda parte desconhecido ou negligenciado e até desesperadamente combatido. Disso falaremos adiante.

Desunidos nada faremos, muito menos "combater e vencer o anticristo". (Gobbi) Temos que chegar ao "vede como se amam" dos primeiros cristãos, amam-se com o amor juramentado e materno dos apóstolos: "Deus é testemunha do quanto vos amo a todos nas entranhas de Cristo" (Fl 1,8), nos Corações de Jesus e de Maria. "Filhinhos, por quem de novo sinto as dores do parto até que Jesus se forme (completamente) em vós." (Gl 4,19)

E - incrível! - o amor mais total vivido na maior "indiferença", no mais total desapego: "desapegar-te de todos, mesmo daquelas pessoas que são particularmente amadas por Mim e pelo Meu Filho Jesus. És tão fraco que, sem te dares conta, acabas pondo nelas teu apoio, tornando-te dependente delas. O teu apego torna-se tanto mais forte, quanto estas almas estão mais próximas de Mim." "Meus filhos, quantos apegos vos prendem ainda a vós mesmos, às pessoas mesmo boas e santas, às vossas atividades, às vossas idéias, aos vossos sentimentos. Terei de quebrar, um a um, estes laços para que sejais só meus." (Gobbi 13/2/75)

Assim, o casal mais apaixonado não duvida um instante se chegar a hora de conduzir um ao outro à luta mais áspera, com conseqüências de tortura e de morte.

Lembremo-nos da heróica mãe dos macabeus assistindo ao cruel martírio de seus 7 filhos e estimulando-os sem cessar a serem fortes, valentes e corajosos. (2 Mac 7)

O TERCEIRO PASSO

Dir-se-ia que, derrubado o muro da separação, permanecem no chão ainda os "cacos" do muro, não mais impedindo, porém dificultando um tanto a passagem. As indulgências removem esses "cacos"!
Perdoados os nossos pecados, persiste ainda um óbice para que a nossa união seja a mais total: As conseqüências, os restos, as marcas desses pecados perdoados. Com efeito, ensina o Santo Padre João Paulo II: A confissão, afirma o Papa, a ser proposta aos fiéis cotidianamente (NMI 37) nos santifica parcialmente - quanto à culpa e não quanto à pena - deixando "em aberto" os resquícios, as marcas,"as conseqüências do pecado, das quais é necessário purificar-se. É precisamente neste âmbito que ganha relevo a indulgência, através do qual se manifesta o DOM TOTAL da misericórdia de Deus." "Esta purificação (obtida através das indulgências) liberta da "pena temporal" do pecado. Expiada esta é que fica cancelado TUDO AQUILO que impede a PLENA COMUNHÃO com Deus e com os irmãos." (João Paulo II, "Incarnationis Mysterium" 10).

Já escrevi muito sobre as indulgências, inclusive um livro com o "imprimatur" da Igreja. Coloco-me, então à disposição para qualquer consulta que esteja ao meu alcance. Preferivelmente, porém, após a pessoa ter adquirido e lido ou tentado ler o Livro Oficial da Igreja sobre as indulgências: o MANUAL DAS INDULGÊNCIAS, que, na tradução brasileira, editado pela "PAULUS" recebe o nome de: "INDULGÊNCIAS, orientações litúrgico-pastorais". Geralmente encontrado nas livrarias católicas ao preço módico de 11 reais.

Realmente, não há um momento do dia em que não se possa lucrar indulgências. Por ex. o uso do escapulário, medalha, crucifixo...- é indulgenciado por todo o dia, se usado o dia todo. E se esses objetos sacros forem usados externamente, é acrescentada mais uma indulgência pelo testemunho de fé.

INDULGÊNCIA E REPARAÇÃO NO DOCUMENTO
DE BENTO XVI - SACRAMENTUM CARITATIS, 21


"...haja em todas as dioceses o Penitenciário. Por último, pode servir de válida ajuda para a nova tomada de consciência desta relação entre a Eucaristia e a Reconciliação uma prática equilibrada e conscienciosa da indulgência, lucrada a favor de si mesmo ou dos defuntos. Com ela, obtém-se « a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi apagada ». O uso das indulgências ajuda-nos a compreender que não somos capazes, só com as nossas forças, de reparar o mal cometido e que os pecados de cada um causam dano a toda a comunidade; além disso, a prática da indulgência, implicando a doutrina dos méritos infinitos de Cristo bem como a da comunhão dos santos, mostra-nos « quanto estejamos, em Cristo, intimamente unidos uns aos outros e quanto a vida sobrenatural de cada um possa aproveitar aos outros ». Dado que a forma própria da indulgência prevê, entre as condições requeridas, o abeirar-se da confissão e da comunhão sacramental, a sua prática pode sustentar eficazmente os fiéis no caminho da conversão e na descoberta da centralidade da Eucaristia na vida cristã". (Bento XVI, -O Sacramento do Amor- 21)

RECUPERANDO A PRÓPRIA INOCÊNCIA BATISMAL
:

"A Igreja (mediante as indulgências) vai ao encontro dos cristãos que, levados pelo espírito de penitência, buscam atingir esta metanóia (= conversão), com o fito de reencontrar, após o pecado, aquela santidade de que foram inicialmente revestidos em Cristo pelo batismo: Distribui indulgência, assim como a mãe, terna e cuidadosa, ampara os filhos fracos e doentes." (Paulo VI em Indulgentiarum Doctrina, nota 39).

"Fazei-nos, Senhor, readquirir o estado que primitivamente nos haveis concedido (no Batismo) e, por Vossa Misericórdia, salvai novamente os que já havíeis salvo, uma primeira vez, pela graça." (Missal Romano, oração para pedir continência - Secreta; o parêntesis ?no Batismo? é do próprio Missal)

?A salutar instituição das indulgências contribui, assim, por sua parte, para que a Igreja se apresente a Cristo sem mancha nem ruga, mas santa e imaculada (cf. Ef 5,27), admiravelmente unida em Cristo pelo elo da caridade sobrenatural. (Manual das Indulgências, 3ª.edição pg.99, linhas 19 a 21).

Pesquisa de Hugo Ferreira Pinto
Fone (011) 5572-9090
E-mail: hugoap@terra.com.br

 




 
 
 

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