COMUNIDADES DE VIDA E ORAÇÃO - Vigiai, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor (Mateus 24,42)
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31/12/2011
VISÕES DO PURGATÓRIO, DO INFERNO E DO CÉU
Por Santa Faustina
 
Santa Faustina sofreu a maior parte de seu noviciado constantes combates interiores.
Não podia meditar nem sentir a presença de Deus.
Sofreu fortes tormentos e tentações, mesmo estando na capela.
Em mais de uma ocasião, estando na Santa Missa, sentiu que blasfemava contra Deus, não sentia contentamento com nada.
 
Até as verdades mas simples sobre a fé lhe eram difíceis de compreender. Durante todo este tempo Santa Faustina não esteve sozinha, teve a ajuda de sua Mestra de Noviças, Sor Joseph Brzoza quem via nela grandes graças vidas de Deus.
Ainda que Santa Faustina se sentisse nesse momento totalmente abandonada por Deus, Sor Joseph lhe dizia: " querida irmã, Deus quer tê-la bem perto no céu.
Tenha grande confiança em Jesus."

 
Alma Vítima 
 
Durante seu terceiro ano de noviciado lhe foi revelado o que era ser Alma Vítima.
Anota ela em seu diário: "O sofrer é uma graça grande; através do Sofrimento a alma se faz como a do Salvador; no Sofrimento o amor se cristaliza, quanto maior o Sofrimento mais puro o amor".
 
Sor Faustina se ofereceu como vitima pelos pecadores e com este propósito experimentou diversos Sofrimentos para salvar as almas através deles.
Durante uma hora particular de adoração, Deus lhe revelou a Santa Faustina tudo o que ela teria que sofrer: falsas acusações, a perda do bom nome, e muito mais.
Quando a visão terminou, um suor frio banhou seu rosto.
 
Jesus lhe fez saber que mesmo se ela não desse seu consentimento a isto, ela se salvaria e Ele não diminuiria Suas graças e continuaria mantendo uma relação de amor com ela.
A generosidade de Deus não diminuiria nada.
Consciente de que todo o mistério dependia dela, consentiu livremente ao sacrifício em completo uso de suas faculdades.
 
Logo escreveu o seguinte em seu diário: "De repente, quando havia consentido a fazer o sacrifício com todo meu coração e todo meu entendimento; a presença de Deus me cobriu, me parecia que morria de amor na presença de seu olhar." Durante a Quaresma desse mesmo ano, 1933, experimentou em seu próprio corpo e coração a Paixão do Senhor, recebendo invisivelmente os estigmas.
Unicamente seu confessor o conheceu.
 
Ela o narra assim: "Um dia durante a oração, vi uma grande luz e desta luz saiam raios que me envolviam completamente.

De pronto senti uma dor muito aguda em minhas mãos, em meus pés, e em meu peito, e senti a dor da coroa de espinhos, mas isto foi somente por um tempo bem curto.
" Tempo mais tarde, quando Santa Faustina se enfermou de tuberculose, experimentou novamente os Sofrimentos da Paixão do Senhor repetindo-se todas as sextas-feiras e algumas vezes quando se encontrava com uma alma que não estava em estado de graça.
Ainda que isto não fosse muito freqüente; os sofrimentos eram dolorosos e de curta duração, não os teria suportado sem uma graça especial de Deus.
 

 
 
Visão do Purgatório

Enquanto estava em Skolimow, quase ao final de seu postulado, Santa Faustina perguntou ao Senhor por quem mais devia orar e a noite seguinte teve esta visão.
"Essa noite vi a meu anjo da Guarda, quem me pediu que o seguinte.
Em um momento me vi em um lugar cheio de fogo e de almas sofredoras.
Estavam orando fervorosamente por si mesmas mas não era válido, somente nós podemos ajuda-las.
As chamas que as queimavam não podiam tocar-me.
Meu anjo da guarda não me deixou sozinha nem um momento.
Eu perguntei as almas o que é que mais as fazem sofrer.
Elas me responderam que era o sentir-se abandonadas por Deus...Vi a Nossa Senhora visitando as almas do Purgatório, a chamavam Estrela do Mar.
Logo meu anjo da guarda me pediu que regressássemos, ao sair desta prisão de sofrimento, escutei a voz interior do Senhor que dizia: 'Minha Misericórdia não quer isto, mas o pede minha Justiça
'".

 

Visão do Inferno

Durante um retiro de oito dias em outubro de 1936, se mostrou a Sor Faustina o abismo do inferno com seus vários tormentos, e por pedido de Jesus ela deixou uma descrição do que lhe foi permitido ver: "Hoje fui levada por um anjo ao abismo do inferno.
É um lugar de grande tormento.
Quão terrivelmente grande e, extenso é!.
 
As classes de torturas que vi: A primeira é a privação de Deus; a segunda é o perpétuo remorso de consciência; a terceira é que a condição de que nunca mudará; a quarta é o fogo que penetra na alma sem destruí-la - um sofrimento terrível, já que é puramente fogo espiritual, preso pela ira de Deus. A quinta é uma escuridão continua e um odor sufocante terrível.
A pesar da obscuridade, as almas dos condenados se vem entre eles; A sexta é a companhia constante de Satanás; a sétima é uma angustia horrível, ódio a Deus, palavras indecentes e blasfêmias. Estes são os tormentos que sofrem os condenados, mas não é o fim dos sofrimentos.
Existem tormentos especiais destinados para almas em particular.
Estes são os tormentos dos sentidos.
 
Cada alma passa por sofrimentos terríveis e indescritíveis, relacionados com o tipo de pecado que tem cometido. Existem cavernas e fossas de tortura onde cada forma de agonia difere da outra.
Eu haveria falecido a cada vista das torturas se a Onipotência de Deus não me houvesse sustentado.
 
Estou escrevendo isto por ordem de Deus, para que nenhuma alma encontre uma desculpa dizendo que não existe o inferno, ou que ninguém havia estado ali e por tanto, não pode descrevê-lo." O Senhor foi preparando desta forma o coração de Santa Faustina para que por meio de sua intercessão se salvassem muitas almas.
 
 
Visão do céu

No dia 27 de novembro de 1936, quando a debilidade a levou a cama, escreveu a seguinte visão do céu: "Hoje, estive no céu em espírito, e vi suas belezas incomparáveis e a felicidade que nos espera para depois da morte.
 
Como todas as criaturas glorificam e dão graças a Deus sem cessar... Esta fonte de felicidade é invariável em sua essência, mas é sempre nova, derramando felicidade para todas as criaturas.
Deus me tem feito entender que há uma coisa de um valor infinito a Seus olhos, e isso é, o amor a Deus; amor, amor e novamente amor, e nada pode comparar-se a um só ato de amor a Deus. Deus em sua grande majestade é adorado pelos espíritos celestiais, de acordo a seus graus de graças e hierarquias em que são divididas, não me causou temor nem susto; minha alma estava cheia de paz e amor; e quanto mais conheço a grandeza de Deus, mais me alegro de que Ele seja O que é.
 
Me regozijo imensamente em Sua grandeza e me alegro de que sou tão pequena, já que sinto tão pequena, Ele me carrega em Seus braços e me aperta a Seu coração". Ela não sabia o que Deus estava fazendo por ela, mas sua resposta era firme e invariável: "Sim Senhor, fazei em mim tua vontade".

Algo que ela sempre via em tudo isto era que o Senhor queria sua obediência.
Santa Faustina sempre manteve uma forte relação com Deus, sem saber de antemão o caminho que Deus traçava para ela. A Devoção a Divina Misericórdia segundo as revelações de Jesus a Santa Faustina.

 
Seus últimos Dias 
 
Nos últimos anos de sua vida aumentaram os sofrimentos interiores, a chamada noite escura do espírito e as dores do corpo: desenvolveu a tuberculose que atacou seus pulmões e sistema digestivo.
 
Por causa disto duas vezes foi internada no hospital de Pradnik em Cracovia, por vários meses. Extenuada fisicamente por completo, mas plenamente adulta de espírito e unida misticamente com Deus, faleceu em odor de santidade, no dia 5 de outubro de 1938, aos 33 anos, dos quais 13 foram vividos no convento.
 
Seu funeral teve lugar dois dias mais tarde, na Festa de Nossa Senhora do Rosário que naquele ano foi primeiro sábado do mês.
 
Seu corpo foi sepultado no cemitério da Comunidade em Cracovia - Lagievniki, e logo, durante o processo informativo em 1966, foi trasladado à capela.
 
 
A Historia Subseqüente

 

No ano de 1935, Santa Faustina escreveu a seu diretor espiritual: "chegará um momento em que esta obra que Deus tanto recomenda parecerá como [se estivesse] em ruína completa, e então, a ação de Deus seguirá com grande poder, que dará testemunho da verdade.
Ela [a obra] será um novo esplendor para a Igreja, ainda que havia repousado n´Ela desde muito tempo
". De fato, isto aconteceu. No dia 6 de março de 1959, a Santa Sede, por informação errônea que lhe foi apresentada, proibiu "a divulgação de imagens e escritos que propagam a devoção a Misericórdia Divina na maneira proposta por Santa Faustina".
 
Como resultado, passaram quase vinte anos de silêncio total.
 
Então, no dia 15 de abril de 1978, a Santa Sede, faz um exame cuidadoso de alguns dos documentos originais previamente indisponíveis, mudou totalmente sua decisão e de novo permitiu a prática da Devoção.

O homem responsável pela revogação desta decisão foi o Cardeal Karol Wojtyla, o Arcebispo de Cracovia, diocese na qual nasceu Santa Faustina. Este Santo homem foi responsável pela permissão da prática da Divina Misericórdia.
No dia 16 de outubro de 1978, o mesmo Cardeal Wojtyla foi elevado a Sede de São Pedro Sob o titulo de "Papa João Paulo II". No dia 7 de março de 1992, se declararam "heróicas" as virtudes de Sor Faustina; no dia 21 de dezembro de 1992, uma cura por meio de sua intercessão foi declarada "milagrosa"; e no dia 18 de abril de 1993, o Papa João Paulo II teve a honra de declarar a Venerável Serva de Deus, Sor Faustina Kowalska, "Beata". Em 1997 o Papa João Paulo II fez uma peregrinação a tumba da Beata Faustina na Polônia, lhe chamou "Grande apóstolo da Misericórdia em nossos dias".
 
O Papa disse em sua tumba "A mensagem da Divina Misericórdia sempre tem estado perto de mim como algo muito querido..., em certo sentido forma uma imagem de meu Pontificado."
 
 
 
 
No dia 10 de março de 2000, se anunciou a data para a canonização depois de ser aceitado o segundo milagre obtido por sua intercessão.
 
A Secretaria da Misericórdia de Deus foi elevada aos altares pelo Santo Papa no dia 30 de abril do ano 2000, o Domingo da Divina Misericórdia.
É a primeira santa que foi canonizada no ano jubilar 2000 e no milênio. A biografia de Santa Faustina nos narra que o Senhor lhe recordava freqüentemente Seu desejo de que se estabelecesse a Festa da Divina Misericórdia.
 
Ela ofereceu uma novena por esta intenção e no dia 23 de março de 1937, terça-feira da Semana Santa, o sétimo dia da novena de Santa Faustina teve a seguinte visão: "De pronto a presença de Deus me invadiu e imediatamente me vi em Roma, na capela do Santo Papa e ao mesmo tempo estava em nossa capela... Eu tomei parte na solene celebração, simultaneamente aqui e em Roma... Vi ao Senhor Jesus em nossa capela, exposto no Sacramento da Eucaristia no altar maior.
 
A capela estava adornada como para uma festa, e nesse dia todos os que quisessem, podiam entrar.
 
A multidão era tão grande que a vista não podia alcança-la toda.
Todos estavam participando nas celebrações com grande jubilo, e muitos deles obtiveram o que desejavam.

A mesma celebração teve lugar em Roma, em uma linda Igreja, e o Santo Papa, com todo o clero, estavam celebrando esta Festa, e então subitamente eu vi a São Pedro, que estava de pé entre o altar e o Santo Papa ... Então de repente vi como os dois raios, como estão pintados na imagem, brotaram da hóstia e se estenderam sobre todo o mundo.
Isto durou somente um momento, mas pareceu como se houvesse durado todo o dia, e nossa capela esteve repleta todo o dia, e todo o dia abundou em jubilo.
Logo, vi em nosso altar, ao Senhor Jesus vivo, tal como na imagem.
 
Logo, em um instante me encontrei de pé perto de Jesus, e parei no altar junto ao Senhor Jesus, e meu espírito esteve cheio de uma felicidade tão grande... Jesus se inclinou até mim e disse com grande bondade, 'Qual é teu desejo filha minha' e eu respondi, 'Desejo que toda adoração e glória sejam dadas a Tua Misericórdia'.
'Eu já estou recebendo adoração e glória pela congregação e a celebração desta Festa: O que mais desejas?' Então eu olhei a imensa multidão que adorava a Divina Misericórdia e disse a Jesus, 'Jesus, abençoai a todos aqueles que estão reunidos para dar-te glória e venerar Tua infinita Misericórdia'.
 
Jesus fez o sinal da cruz com sua mão e esta benção foi refletida nas almas como um raio de luz".
 
Ao final da Canonização de Santa Maria Faustina o Santo Papa declarou o segundo domingo de Páscoa como o "Domingo da Misericórdia Divina", estabelecendo a Festa da Divina Misericórdia que Jesus tanto pedia a Santa Faustina.
 
O Santo Papa disse: "Em todo o mundo, o segundo domingo de Páscoa receberá o nome de Domingo da Divina Misericórdia.
 
Um convite perene para o mundo cristão a enfrentar, com confiança na benevolência divina, as dificuldades e as provas que esperam ao gênero humano nos anos vindouros".
No dia 29 de junho de 2002 - O Sumo Pontífice, João Paulo II, estabeleceu que o "Domingo da Misericórdia Divina" se enriqueça com a indulgência plenária.
 
 



 
 
 

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