COMUNIDADES DE VIDA E ORAÇÃO - Vigiai, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor (Mateus 24,42)
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31/12/2011
BIOGRAFIA DE SANTA FAUSTINA KOWALSKA
Canonizada no dia 30 de Abril de 2000 - Ano Jubilar
 
Esta religiosa polonesa recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia.
Providencialmente esta devoção tão necessária para nossos tempos se tem propagado pelo mundo inteiro. É um milagre de Deus e um compatriota de Santa Faustina tem sido um grande instrumento: João Paulo II. A Misericórdia de Deus se revela em toda a história.

No século XX Jesus visita a Santa Faustina e lhe mostra seu coração traspassado do qual emanam raios de luz branca (a água do batismo) e vermelha (seu sangue) e lhe encomenda a missão de dar a conhecer sua Misericórdia a todos os homens. Ante a perda da fé do século XX, a mensagem da Misericórdia se faz urgente pois é a única esperança da humanidade.

 

Primeiros anos de Santa Faustina
Santa Faustina nasceu na aldeia de Glogoviec, em Swinice Varckie, Polônia, no dia 25 de agosto de 1905.
Foi batizada dois dias depois com o nome de Elena Kowalska, na Igreja de São Casimiro.
Seus pais tiveram 8 filhos (Elena é a terceira), a quem criaram com muita disciplina, sendo grande exemplo de vida espiritual.
A muito tenra idade, Elena foi chamada a falar com o céu.
Uma indicação deste fato foi um sonho que ela teve na idade de 5 anos.
Sua mãe recorda que nessa época Elena disse a sua família.
 
"Eu estava caminhando pelas mãos da Mãe de Deus em um jardim precioso".
Muitas vezes, antes dos sete anos, a menina se despertava durante a noite e se sentava na cama.
Sua mãe via que estava rezando, e lhe dizia que voltasse a dormir ou terminaria perdendo o juízo. "Oh, não mãe", Elena lhe contestava, "meu anjo da guarda deve me ter despertado para rezar." Nos diz Santa Faustina em seu diário:
"Desde os sete anos sentia a suprema chamada de Deus, a graça da vocação a vida consagrada.
Aos sete anos pela primeira vez ouvi a voz de Deus em minha alma.
Sem dúvida, não foi sempre que obedeci à voz da graça.
Não encontrei a quem me esclarecesse essas coisas.
"
 
Um evento ocorreu durante a exposição do Santíssimo Sacramento.
Elena tinha aproximadamente 9 anos quando se preparou para receber os sacramentos da Confissão e a Comunhão na Igreja de São Casimiro.
Sua mãe recorda que antes de deixar a casa no dia de sua primeira Comunhão, Elena beijou as mãos de seus pais para demonstrar sua pena por haver-lhes ofendido.
Desde então, se confessava todas as semanas; cada vez rogava a seus pais perdão, beijando-lhes as mãos, seguindo um costume Polonês.
Elena ajudava na casa com os afazeres da cozinha, ordenando as vacas, e cuidando de sus irmãos.
 
Começou a assistir ao Colégio quando tinha 12 anos de idade, devido ao fato que as escolas na Polônia estavam cerradas durante a ocupação Russa.
Apenas pode completar três trimestres, quando na primavera de 1919, se notificou a todos os estudantes maiores, que saíssem do colégio para dar lugar aos meninos menores. Aos 15 anos começou a trabalhar como empregada doméstica e de novo sentiu muito fortemente o chamado a vocação religiosa, mas ao apresentar seu sentimento a seus pais eles o negaram.
 
Várias vezes pediu permissão a seus pais para entrar ao convento; a mesma Santa relata uma destas ocasiões no diário: "No décimo oitavo ano de minha vida, fiz um insistente pedido a meus pais para ter a permissão para entrar em um convento; obtive uma categórica negativa.Depois dessa negativa me entreguei as vaidades da vida sem fazer caso algum a voz da graça, ainda que minha alma em nada encontrava satisfação.
 
As continuas chamadas da graça eram para mim um grande tormento, sem dúvida tentei apaga-las com distrações. Evitava a Deus dentro de mim e com toda minha alma me inclinava até as criaturas, mas a graça divina venceu em minha alma". Durante esse mesmo ano teve uma experiência que marcou sua vida.

Foi convidada a uma festa junto com sua irmã Josefina, no parque de vencia, na cidade de Lodz: "Uma vez, junto com uma de minhas irmãs fomos a um baile. Quando todos se divertiam muito, minha alma sofria tormentos interiores. No momento em que comecei a bailar, de repente vi a Jesus junto a mim. Jesus martirizado, despojado de suas vestes, coberto de feridas, dizendo-me essas palavras: 'até quando Me farás sofrer, até quando Me enganarás?' Naquele momento deixaram de soar os alegres tons da musica, desapareceu de meus olhos a companhia em que me encontrava, ficamos Jesus e eu.
Me sentei junto a minha querida irmã, dissimulando o que ocorreu em minha alma com uma dor de cabeça.
 
Um momento depois abandonei discretamente a companhia de minha irmã e fui a catedral de São Estanislau Kostka. Estava anoitecendo, havia pouca gente na catedral. Sem fazer caso ao que passava ao redor, me prostrei em cruz diante do Santíssimo Sacramento, e pedi ao Senhor que se dignasse fazer-me conhecer o que havia de fazer em adiante. Então ouvi essas palavras: 'Vai imediatamente a Varsóvia, ali entrarás em um convento.' Me levantei da oração, fui para casa e solucionei as coisas necessárias. Confessei a minha irmã o que havia ocorrido em minha alma, lhe disse que me despediria de meus pais, e com um só vestido, sem nada mais, cheguei a Varsóvia. Pedi a Santíssima Virgem que me guiasse e me deixasse saber onde dirigir-me."
Assim chegou a Igreja de Santiago Apóstolo em Varsóvia e, ao finalizar as missas, falou com um sacerdote que a enviou a Sra. Lipzye, uma senhora muito católica, e se hospedou com ela.
 
Durante sua estada com a família Lipzye visitou vários conventos mas todas as portas lhe foram cerradas.
Pedindo ao Senhor que não a deixasse sozinha, buscava uma resposta a sua oração, mas o Senhor queria ensinar-lhe que Ele sempre responde a nossas orações a seu tempo, não no nosso. Santa Faustina se dirigiu as portas da Casa da Madre da Congregação das irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia na rua Zytnia, em Varsóvia, onde a Madre geral a interrogou.
Madre Micaela lhe disse que fosse perguntar ao Senhor da casa se ele a aceitava.
Santa Faustina se dirigiu a Capela e perguntou ao Senhor se a aceitava e escutou em seu coração: "Eu te aceito; tu estas em meu Coração".
Ela se dirigiu a Madre Geral e lhe disse o que havia ouvido, a Madre respondeu, "se o Senhor te aceita eu também te aceito, esta é tua casa". A pobreza de Santa Faustina foi seu pior obstáculo pois necessitava recolher dinheiro para entrar no convento.
A superiora lhe sugeriu que continuasse trabalhando até completá-lo.
Trabalhou um ano como doméstica para reunir todo o dinheiro.
 
Durante esse tempo teve muitos obstáculos, mas se manteve firme em sua decisão, e durante a Festa de Corpus Christi, no dia 25 de julho de 1925, fez um voto de castidade perpétua ao Senhor.
 
Relata a Santa, "Com as palavras singelas que brotavam do coração, fiz a Deus o voto de castidade perpétua. A partir daquele momento senti uma maior intimidade com Deus, meu Esposo. Naquele momento fiz uma cela em meu coração onde sempre me encontrava com Jesus".
 
Postulando
No dia 2 de agosto de 1925, festa de Nossa Senhora dos Anjos, entrou na Congregação como Postulante.
Poucas semanas depois de haver entrado teve a tentação de sair do convento.
Foi em busca da Madre Superiora e ao não encontrá-la se foi a sua cela.
Estando em seu quarto teve uma visão de Jesus, com seu rosto destroçado e coberto de chagas.
Ela lhe perguntou "Jesus quem te tem ferido tanto?" Jesus lhe respondeu: "Esta é a dor que me causarias se saísse deste convento.
 
É aqui onde te tenho chamado e não a outro; e tenho preparadas para ti muitas graças." Ela compreendeu que Deus realmente a queria ali e na manhã seguinte confessou a seu diretor espiritual o que lhe havia ocorrido.
Ele lhe confirmou que realmente Deus a queria ali. Como Postulante se familiarizou em seus exercícios espirituais.
 
Foi encarregada da cozinha, de limpar o quarto da Madre Barkiewez e de cuidar dela durante sua enfermidade. Devido a seus conflitos interiores, e seu grande fervor espiritual, e a mudança de vida, fizeram com que saúde de Santa Faustina começasse a decair.
As superioras, alarmadas pelo esgotamento que manifestava, a enviaram a Skolimow, a casa de descanso, em companhia de duas irmãs.
 
Entrada ao Noviciado e Profissão
 
Santa Faustina
 
 
 
Nos idos de 1926, foi enviada ao noviciado em Józefów (o lugar de São José) em Cracovia-Lagiewniki, para terminar seu Postulado e no 30 de abril tomou o hábito religioso como noviça e recebeu seu nome de Sor Maria Faustina.
Durante a cerimônia lhe foi revelada a magnitude de seus sofrimentos futuros e ao que se estava comprometendo.
 
Isto durou pouco, logo o Senhor a encheu de uma grande consolação.
Neste convento de Cracovia-Lagiewniki, Santa Maria Faustina fez seu noviciado, pronunciou seus primeiros votos e os perpétuos, serviu como cozinheira, jardineira e porteira, e passou os últimos anos de sua vida terrena. No transcurso de seu noviciado um fato que se conhece muito é o fato de que devia escorrer a sopa.
Devido a grande debilidade que sofria, esta tarefa na cozinha se dificultava cada dia mais, então começou a evitá-la, mas ao pouco tempo se começou a notar; a Madre Superiora não compreendia que apesar de seu desejo, Sor Faustina não podia fazê-lo por sua pouca força .
 
Um dia, quando fez seu exame de consciência se queixou ao Senhor de sua debilidade.
Escutou estas palavras: "Desde hoje terás mais facilidade, pois eu te fortalecerei".
A noite, confiante pelo que o Senhor lhe havia prometido, se apressou a preparar a sopa.
A levantou com facilidade e a escorreu perfeitamente.
Quando levantou a panela para deixar sair o vapor, ela viu ramos de rosas, as mais lindas que jamais havia visto.
 
Tratando de compreender esta visão escutou estas palavras: "Eu mudei teu trabalho tão duro em um ramalhete das mais belas flores, e seu perfume sobe a Meu Trono".
Depois disto ela procurava fazer este trabalho diariamente mesmo quando não lhe cabia, porque compreendeu que agradava ao Senhor. Cumpria seus deveres com fervor, observava fielmente todas as regras do convento, era recolhida e piedosa, alegre, e cheia de amor benévolo e desinteressado ao próximo.


Suas irmãs recordam que Santa Faustina foi uma grata companhia durante o noviciado e sua conduta ao orar provocava nas outras noviças uma grande reverencia a Majestade de Deus. Toda sua vida se concentrava em caminhar com constancia até cada vez mais a plena união com Deus e em uma abnegada colaboração com Jesus na obra da salvação das almas.
"Jesus meu - confessou no diário - Tu sabes que desde os anos mais tenros desejava amar-te com um amor tão grande como nenhuma alma Te amou até agora" . Durante sua vida conseguiu um alto grau de união de sua alma com Deus, mas também teve que esforçar-se e lutar em duros combates no caminho até a perfeição cristã.
O Senhor a favoreceu de muitas graças extraordinárias: os dons de contemplação e de profundo conhecimento do mistério da Divina Misericórdia, visões, revelações, estigmas ocultos, os dons de profecia, de ler as almas humanas, e desposórios místicos.
Com tantas graças, escreveu: "Nem as graças nem as revelações, nem os êxtases, nem nenhum outro dom concedido a alma a fazem perfeita, mas sim a comunhão interior da alma com Deus..".

 

 



 
 
 

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