COMUNIDADES DE VIDA E ORAÇÃO - Vigiai, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor (Mateus 24,42)
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02/01/2012
A CHEGADA DE DOM CANÍSIO
A sua primeira semana - 25/07/2010
 
Ainda abrindo as malas e desencaixotando os 22 anos de história em Diamantino, no Mato Grosso, Dom Canísio Klaus, o novo bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul, fez um breve intervalo para receber a reportagem do Diário Regional, que, com exclusividade, teve acesso à primeira semana de trabalho do prelado em terras germânicas. De chegada, Dom Canísio queria ter mais horas no dia, para atender a todos.

Diário Regional: Como está sendo a primeira semana de Bispo de Santa Cruz?
Dom Canísio: Na primeira semana estamos trabalhando a questão da documentação, no registro do ato da posse, que deve ser feito em cartório, após os bancos. Um novo cadastro na Exatoria e Receita Federal. Estamos organizando o trabalho interno, e aos poucos organizando minha pauta e agenda para os trabalhos que eu devo atender. Padres já ligaram sobre Crisma. O problema agora é a falta de tempo. Nem às noites tem sido tranquilas, quando vê já é na hora da janta. Mas não estou cansado. Sabia que aqui era mais intenso, porque tudo é mais próximo e também mais complexo.

DR: O senhor falava antes de começar a entrevista que todos estão querendo falar com o senhor. Como está essa espécie de assédio, por parte da população local?
Dom Canísio: Eu não consigo atender a todos, porque nem sempre estou aqui. Algumas pessoas vieram até o Bispado, outros me ligaram. Essa semana foi muito corrida realmente para organizar. Não tive nenhuma reunião maior, a não ser reuniões internas e atendi às rádios e os jornais. Gravei a mensagem da semana para a Rádio Santa Cruz.

DR: Aqui é muito diferente do Mato Grosso?
Dom Canísio: Na minha primeira semana, lá foi quase a mesma coisa que aqui. Quando se assume uma diocese tem que se arrumar toda a documentação, é um processo semelhante. Nesta semana vou participar de um retiro e no fim de semana já tem Crisma. Dom Sinésio tem me ajudado bastante, até me representou no ato de tombamento da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Rio Pardo.

DR: O senhor já teve algum contato com a população de Santa Cruz?
Dom Canísio: Estive na reunião das pastorais sociais. Fora isso, não tive nenhuma grande celebração. Já tive uma reunião com o Movimento dos Cursilhos. Mas nenhum contato mais próximo. O retiro em Veranópolis será um contato com todos os padres da Diocese. Na rua, no cartório, no supermercado, as pessoas reconhecem e param para conversar. Eu faço muita caminhada. A gente foi muito bem acolhido e agora tem a missão de atender à expectativa dessa comunidade. Aos poucos todos vão me conhecendo, e eu consigo mostrar a minha forma de trabalhar.

DR: São mais de 50 Paróquias espalhadas nos municípios que formam essa diocese. O senhor pretende visitar todas elas logo em seguida?
Dom Canísio: Eu vou atender primeiro as Crismas. Onde já está marcado o Crisma, já é uma visita. Depois, dentro das minhas possibilidades procuro visitar as outras. Onde eu posso ir ainda nesse mês ou no próximo é para as reuniões como a Conselho Diocesano de Evangelização programado para agosto. Isso eu pretendo atender tudo.

DR: A sua sala já está personalizada. Já conseguiu colocar seus livros e objetos em ordem?
Dom Canísio: Não, ainda tem muita coisa na mala, nem as coisas pessoais eu consegui organizar. Não tenho tempo.

DR: E o frio dos últimos dias, já estava com saudade?
Dom Canísio: Não, do frio eu nunca senti saudade. A gente sabe que o organismo não está acostumado. Tem que se agasalhar sempre. O chimarrão que levei para o Mato Grosso me acompanha e ajuda a me esquentar. Lá também tinha sempre erva boa, não era difícil de encontrar.

DR: O senhor tem ideia de quando essa correria que o senhor descreve deve acabar?
Dom Canísio: Isso só o tempo dirá. Eu também não tenho como assumir nenhum compromisso agora, tenho muitas entrevistas para responder e tudo em cima do laço. Mas uma coisa é certa, eu vim para atender uma Diocese e não uma cidade. A Diocese não é a cidade onde ela é sediada. O objetivo é aproveitar uma saída, pela proximidade, e visitar mais que uma Paróquia.

DR: O senhor já fez algum contato com a Diocese de Diamantino no Mato Grosso?

Dom Canísio: Sim, já vi pela internet o novo administrador de lá. Ele estava aqui na posse. Alguns mandaram e-mail, outros ligaram. Eles sabem que aqui estou muito ocupado, que tem muito serviço, por isso mandam mensagens.

DR: No dia de sua posse, uma pessoa dizia: "Ele ensinou o povo do Mato Grosso a rezar", o que o senhor entende dessa afirmativa.
Dom Canísio: Para eles foi meio que surpresa, ninguém esperava. A Diocese de Diamantino tem 80 anos e eu fui o quarto bispo deles. Entendo que ela quis dizer "rezar" no verdadeiro sentido da palavra. Sempre falei muito no poder da oração e na importância da oração. Ao exemplo de nosso mestre, Jesus Cristo, que nos ensinou a rezar. Sempre coloquei a oração dentro do campo existencial. Isso que dizer que a oração também é o trabalho, a luta, a educação da família é ali que se mostra que está em sintonia e diálogo do Deus.
 

Fonte: Rodrigo Nascimento / Diário Regional


 





 
 
 

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