Cidadãos do Infinito




Doutrina Católica
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03/05/2021
SACRAMENTO DA CONFISSÃO
Segue trecho interessante sobre a Confissão das Crianças retirado do livro "Confessai-vos Bem!" (Nota: excelente livro para a formação das crianças e adultos) Parte IX. Efeitos admiráveis


D. — Parece-me que o Papa Pio X também decretou alguma coisa em relação à confissão das crianças.
M. — Bendita seja a santa e muito querida memória deste Pontífice vigilante, que, para remediar tantos abusos e hábitos que tomaram pé por culpa de extravagantes e perigosas interpretações, estabeleceu pelo decreto de 8 de Maio de 1910, que a idade para a Confissão e Comunhão é aquela em que a criança começa a julgar por si mesma, isto é mesmo antes dos sete anos. Determinou também que o hábito de não confessar ou de não absolver as crianças chegadas ao uso da razão é, sob todos os pontos de vista, repreensível, recaindo toda a responsabilidade sobre os pais, sobre o confessor, sobre os institutos e sobre o Vigário.
D. — De modo que, segundo o senhor, Padre, a confissão frequente é indispensável a todos, pequenos e grandes?
M. — Sim, é indispensável a todos. Se quiserem realmente vencer o inimigo mortífero da alma, previnam-se contra qualquer espécie de impureza. Querem que essas mesmas vitórias sejam alcançadas pelos que dependem de vocês? Vão, conduzam, e mandem à confissão. Experimentem e vejam o quanto Jesus é poderoso.
 
 Um dia um sacerdote, Vigário de uma cidade importante do Monferrato, foi procurar São João Bosco. Assim que chegou, desatou em pranto. O Santo ergue-o, e, amorosamente começou a interrogá-lo sobre a razão de tal angústia.
 
— D. Bosco! Estou resolvido a abandonar a minha Paróquia, vejo que não posso fazer nada de bem, os meus esforços são correspondido com indiferença e frieza sempre crescentes. Por toda a parte abundam a blasfêmia, o modo de falar desonesto, o desrespeito dos dias santificados, os maus hábitos, a dança, o escândalo. D. Bosco, aconselhe-me, por piedade!
— Desde quando reina este estado de coisas?
— Desde muitos anos, e vai sempre piorando.
— O senhor rezou, fez rezar?
— Imagine, Padre, se eu não havia de rezar! Muitas vezes fiz votos, mas tudo foi inútil.
— Mas seus paroquianos vão à Igreja, freqüentam os Sacramentos?
— Vão à Igreja freqüentam bastante os Sacramentos, mas depois…
— As confissões são bem feitas?
— Qual nada! Esse é o meu maior desgosto!…
— Pois bem, faça assim: Volte para casa sossegado, e, de agora em diante faça sermões Unicamente sobre a excelência da confissão bem feita.
O zeloso sacerdote obedeceu e quando, depois de três anos, encontrou D. Bosco na sala de espera da estação de Asti, jogou-se novamente aos pé e beijando-lhe a mão com afetuosa efusão, não acabava mais de lhe agradecer pelo conselho iluminado que lhe dera.
— Pus em prática o que me aconselhou, e a paróquia mudou como por encanto; proporciona-me sempre novas e indizíveis consolações.
 

Livro "Confessai-vos Bem!" Autor: Padre Luiz Chiavarino Editora: Imaculada




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